segunda-feira, 24 de novembro de 2008

UMA VERDADE (IN)CONVENIENTE OU....PARA MAIS TARDE RECORDAR

PRD – 1985 Lembram-se? O tal Partido na altura patrocinado pelo então Presidente da Republica Ramalho Eanes, que numa conjuntura de dez anos após o 25 de Abril consegue um resultado que a todos espantou, e que “permitiu” a eleição de Cavaco Silva a Primeiro-Ministro com escassos 29%! Foi sem dúvida o primeiro aviso por parte do Povo, a um sistema Democrático que caminhava para o esgotar de alternativas ao então Bloco Central. Assumiram-se de Centro Esquerda! Alerta Geral! Resultado deste “acidente de percurso”, praticamente todos os então dirigentes do PRD foram “aglutinados” por outros Partidos, chegando rapidamente a extinção deste projecto que ninguém percebeu e que poucas marcas deixou em todos nós. Cerca de 10 anos após a extinção do PRD, surge um outro movimento em forma de Partido, que mais não é do que uma Associação de pequenos Partidos quase sem expressão, formando o ainda Bloco de Esquerda! Este repetia a mesma intenção de ser uma alternativa ao Bloco Central, desta vez assumem-se só de Esquerda (uma inovação!), conseguindo ao longo dos anos uma certa expressão eleitoral, mantendo-se ainda hoje no activo. Teve o mérito de não repetir os erros do PRD, e como tal procurou desde sempre o caminho mais fácil. Integrado por alguns pensantes elitistas, tipo “façam o que eu digo, mas não o que eu faço”, critica pelo caminho mais fácil e apresenta propostas que a alguns agrada, assente numa irresponsabilidade total. Senão vejamos, basta fazer um pequeno esforço de memória, e quais as duas “bandeiras” mais emblemáticas do BE? A favor da despenalização do Aborto e da liberalização das Drogas! Se encontrarem mais alguma ideia programática, avisem-me... Mas o que mais me admira, é que nas duas únicas, até á data (e espero que sejam as ultimas) vezes que o BE chegou ao poder, o resultado é magnifico: Autarquia de Salvaterra de Magos alvo de suspeitas e de buscas por parte das autoridades e o magnifico Sá Fernandes em Lisboa, como suporte do PS na Vereação e de quem já nada se houve, de repente está tudo bem na Capital. Neste caso, “parece” que o homem já não é do BE, por que não quer ou já não o querem, mais um aglutinado! Elucidativo.
Mas de quem é a culpa do surgimento destes movimentos?
Para mim, sem dúvida, é do PCP, do PS, do PSD e até do CDS.
Senão vejamos: PCP, não sendo eu ideologicamente comunista, admiro o PCP pela constância do seu discurso. Quando não é contra o capital, é contra os patrões, ou contra a Europa, ou contra sei lá o quê! Têm é que ser do contra. Aliás, está no sangue da rapaziada do PCP, eles é que fizeram o 25 de Abril, eles é que são os pais da Democracia, os outros todos são uma cambada de malandros! Nesta parte até sou levado, passados 34 anos pós 25 de Abril, a concordar em parte, na parte dos malandros, claro! Mas não conseguem evoluir, lembrarem-se que o Mundo avançou desde o Capital do Marx. Por sorte não conseguiram ser poder, a bem da nossa liberdade, mas confesso que a presença do PCP continua a fazer sentido na nossa Democracia, senão ninguém era do contra!
Do CDS, espera-se sempre alguma coisa, até porque é formado por um pessoal bem educado, bem vestido, bem falante, simpáticos, mas o problema é tudo o resto....ou seja pouca substância, não passam disso.
Do PSD, ideologicamente com quem me identifico, espera-se sempre alguma coisa. Foi poder, marcou a nossa história, mas nesta fase em que se encontra “rejuvenescido”, sinceramente não espero mais do que do mesmo. Consegue sempre conviver muito mal quando é oposição, excepto a interna, essa sim está sempre ao rubro, e naturalmente tem sempre dificuldades em justificar regressar ao poder, merecendo a confiança dos Portugueses. Três vezes foi poder, e com excepção da vitória de Sá Carneiro, as outras foram sempre condicionadas e ajudadas por factores externos ao Partido, a tal de Cavaco Silva, em 1985 com 29% (efeito PRD), e a de Durão Barroso após o abandono de Guterres em 2001. Nesta fase, vejo com enorme dificuldade Ferreira Leite provar ser merecedora de tal confiança, até porque para isso teria que apagar do seu registo Político a sua estadia na pasta da Educação e nas Finanças. Como ela afirma que isso comprova a sua credibilidade, pergunto como é que é possível?
Chegámos ao PS, máximo governador do País, pós 25 de Abril com cerca de 20 anos de poder. O tal Partido de “charneira”, que consegue ser nem de Esquerda nem de Direita, e muito menos do Centro. Anda por aí, e pelos vistos, com sucesso. Pelo menos a acreditar nos votos dos Portugueses! Agora com Sócrates, tal qual um defensor do Povo, verdadeiro convicto de que nunca se engana (o outro pelo menos dizia raramente), deve ter tido umas lições com esse Mago de nome Luís de Matos, já que é especialista em fazer “sumir” muita coisa (principalmente dos bolsos dos Portugueses) e noutras usa a ilusão para demonstrar a certeza dos seus actos. Anda convencido e apregoa que salvou o País, mas no entanto “lixou-nos” a todos!
E assim vai a nossa Democracia. A minha dúvida, é se esgotámos mais um ciclo, e se não será tempo de aparecer, algo tipo PRD melhorado e reformado, algo que pelo menos traga alguma coisa de novo, que corte com esta forma errática de fazer política. No entanto penso que isto não melhorava com um PRD, mas sim com dois, ou três. Um para a Esquerda, um para o Centro e outro para a Direita. É que sinceramente, já estou farto do mais do mesmo!

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Que Sociedade Queremos

O Modelo Social e a Inclusão Social

Nas sociedades modernas, assentes em realidades cada vez mais complexas a nível social, assume preponderante importância o papel que cada um terá que ter na procura de uma maior igualdade de oportunidades, de forma a que todos possamos contribuir para um novo conceito de desenvolvimento, que consiga por seu lado, salvaguardar o direito á qualidade de vida de todos.
Que Modelo Social deverá existir no nosso País?
Deverá ser um Modelo que desde logo assuma a inclusão Social como factor chave, e que seja a mesma consagradora de todas as desigualdades geradas pelo desenvolvimento da nossa sociedade. Deste modo é importante garantir a todos o acesso a novos direitos, condição que necessariamente deverá condicionar toda a acção política.
É importante que na luta por padrões de vida dignos, se defenda uma verdadeira solidariedade social, apoiada num quadro de justiça social, capaz de eliminar as desigualdades estruturais da sociedade.
Deveremos ser capazes de proporcionar iguais direitos e iguais oportunidades, para que não só o Estado, mas também os próprios cidadãos, possam livremente tomar a iniciativa no combate ás desigualdades existentes.
A defesa de valores da nossa sociedade, tais como a família, o voluntariado social, que actualmente são muitas vezes esquecidos, devem sem receios serem revalorizados, para que o desenvolvimento seja equilibrado, e capaz de responder aos anseios de cada um de nós.

Neste quadro é importante que se defina uma nova concepção de segurança social, assente em inovadores sistemas de protecção social, proporcionando a possibilidade de livre escolha dos cidadãos, não condicionados a um sistema público obrigatório de descontos, mas antes a uma livre opção, quer seja aderindo a sistemas de garantias financeiras públicos, quer seja em opção de adesão a esquemas financeiros privados.
É importante que na sociedade actual, o livre acesso ao melhor sistema de protecção social, seja cada vez mais uma decisão do próprio cidadão, e deveremos caminhar para a uniformização dos sistemas vigentes.
Num novo sistema de protecção social, a implementação de taxas mínimas de desconto deverá ser implantada, partindo de uma valor percentual de referência, mais baixo que o actual, em que a progressão das mesmas deverá assentar num aumento, consoante a idade de trabalho, sendo que assim os jovens iniciariam as suas vidas, descontando a taxa mínima, aumentado o valor da mesma directamente condicionada aos anos de trabalho.
Será uma forma de atingirmos um quadro de valores socialmente justos, já que a diferente eficiência económica que resulta numa diferente distribuição de recursos, não prejudicaria os que têm menos posses, ficando o Estado com a responsabilidade de junto destes, intervir no sentido de os apoiar evitando uma maior desigualdade, que coloquem em risco a equidade social da nossa sociedade, e noutro quadro, apoiando directamente os jovens em inicio da sua vida profissional.
A nova concepção de solidariedade social, deve sem receios assumir a defesa das Minorias, dos idosos, do combate á pobreza e do igual acesso aos sistemas de Saúde.

É em defesa desta nova concepção, que teremos rapidamente desenvolver novos esquemas mutualistas, com intervenção e plena participação da sociedade, seja em esquemas públicos ou privados, para que a dignidade humana seja sempre defendida, com vista á plena concretização da justiça e da solidariedade social.

Que bem-estar social?

É o caso do acompanhamento á solidão, situação deveras preocupante, que atinge principalmente os nossos idosos, a quem deveremos proporcionar condições de humanidade consentâneas com a sociedade evoluída em que estamos inseridos. Melhor acompanhamento a estes que outrora foram a âncora do nosso desenvolvimento, será sempre um objectivo primordial. Melhorar e incentivar á criação de instituições público ou privadas de solidariedade social, com continua melhoria das suas condições, é um meio vital no apoio a estes, contribuindo para um maior equilíbrio social e uma forma de combate á solidão.

O acesso a sistemas de saúde, deverá acima de tudo garantir a possibilidade de qualquer cidadão poder usufruir de iguais condições de assistência, independentemente da região do País, defensora de todos, mas diferenciadora positivamente para os que menos posses têm. Complementar estes sistemas com a iniciativa privada, é importante e positivo desde que num contexto de desenvolvimento tecnológico dos mesmos, mas nunca o Estado poderá ser substituído por sistemas que condicionem o igual acesso entre cidadãos, independentemente dos seus recursos financeiros.

É hoje uma realidade a existência de minorias que compõem a nossa sociedade, integradas na mesma, que contribuem para o desenvolvimento do nosso País. Como tal a exclusão social como limitação ao acesso aos mesmos direitos que outros grupos têm, deverá ser combatida através de uma integração social equitativa e proporcionadora da defesa dos direitos á justiça social entre todos os cidadãos.



Portugal é um País integrado numa sociedade Mundial, que assenta muito do seu desenvolvimento na evolução económica, com consequências devastadoras para muitos. O aumento da pobreza é uma realidade, a que nenhum de nós nunca poderá estar alheio, mas sim encontrar formas de a combater. Na defesa dos verdadeiros valores sociais-democratas, a luta contra a pobreza é um dos mais importantes objectivos que devemos promover. Saber olhar para este problema, como grande desafio que é e resolvê-lo, é sem dúvida um dos maiores contributos que poderemos dar para conseguirmos uma sociedade mais justa, mais equilibrada e com mais justiça social.

Bem algum dia tinha que ter um Blogg

Confesso que não sou o maior admirador e utilizador das novas tecnologias. Resisti algum tempo até criar o meu blogg pelo simples facto de até á data entender que nada tinha que me justificasse aderir a "este movimento".
Fi-lo agora, porque talvez a idade, a vida, enfim tudo o que tenho vivido, me permitem partilhá-lo com outros.
Não pretendo apenas "despejar" umas ideias neste blogg, gostaria sim que o mesmo fosse alvo de criticas e de trocas de opiniões.
Não o utilizarei para atingir ninguém, nem entrar na critica destrutiva, mas quero expressar sem reservas o que penso, o que desejo e o que sonho.
Espero sinceramente que o mesmo permita contribuir com algo mais....

Cordialmente

Nuno Santos